giovedì 19 ottobre 2017

Portugal é MÁTRIA: Valeria Zimei



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Valeria Zimei escolheu MARIA DE LOURDES PINTASSILGO.
Obrigado, Valeria!



Maria de Lourdes Pintasilgo foi uma mulher excecional por muitas razões, mas sobretudo por ser a primeira mulher a desempenhar o cargo de primeira-ministra em Portugal entre os anos 1979-1980. Foi também a terceira na Europa, depois da croata Savka Dabčević-Kučar e dois meses depois da tomada de posse de Margareth Thatcher no Reino Unido.
Falando sobre a biografia, ela cresceu numa família numerosa, com a qual se mudou para Lisboa quando tinha sete anos.
Com 23 anos, licenciou-se em Engenharia Química, numa época em que, ainda mais que agora, eram poucas as mulheres que escolhiam essa carreira. Já durante os anos universitários começou o seu compromisso com as questões sociais e com a divulgação da religião catolica, apesar do facto de a sua família não ser de nenhum modo religiosa.
No mesmo ano da licenciatura, trabalhou na Junta de Energia Nuclear e foi sucessivamente nomeada chefe da companhia União Fabril, empresa portuguesa do setor químico, que nunca tinha aceite uma mulher nos quadros superiores antes disso.
Nos anos seguintes desempenhou diferentes funções executivas na administração portuguesa em matérias de trabalho e previdência social, particularmente em relação à partecipação das mulheres na vida económica do pais.
Depois da revolução de 1974, foi nomeada Secretária de Estado da Segurança Social no I Governo Provisório.
Foi ministra de Assuntos Sociais, e o programa de acção concebido durante o seu cargo foi classificado “programa-modelo” por parte do Secretariado do Desenvolvimento Social para a Europa da ONU. Na mesma ONU, permaneceu como embaixadora delegada de Portugal e membro do Conselho Executivo da UNESCO até a 1979, quando foi indicada chefe do V Governo Constitucional por parte do Presidente, General António Ramalho Eanes, um governo de gestão formado para preparar as eleições legislativas daquele ano.
Foi também candidata independente às eleições presidenciais de 1986, que não conseguiu vencer por não ser apoiada por algum partido.
Por fim, entre os anos 1987 e 1989 foi deputada no Parlamento Europeu como independente, integrada no Grupo Socialista e foi também a primeira mulher a receber a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. 

VALERIA ZIMEI

Sabato lusitano a Via dei Portoghesi - mostra e concerto il 21 ottobre






Due sono gli eventi che si preparano per la serata di questo sabato, 21 ottobre all’Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma:


  • ore 17.30, in galleria: inaugurazione della mostra “Agulhas Falantes: ‘lenços de namorados’ e altri ricami rivisitati” di Benhy Bradshaw Costello. L’artista reinterpreta i fazzoletti di corteggiamento portoghesi, ricamati con frasi d’amore e disegni ingenui, inserendo citazioni letterarie e giocando sull’incontro tra cultura popolare e poesia. Allo stesso modo reinterpreta il motivo d’oreficeria del cuore di Viana o ancora modifica vecchie fotografie trovate al famoso mercato delle pulci di Lisbona, la Feira da Ladra.


14 novembre - prossimo incontro del GREUPPO DI LETTURA IN PORTOGHESE



Ripresi gli incontri di lettura in lingua portoghese organizzati da Vincenzo Barca e da Daniele alla Casa delle Traduzioni il 17 ottobre con la discussione su i due libri letti dal gruppo durante l’estate - O da Joana di Valério Romão e Tudo são histórias de amor  di Dulce M. Cardoso - con l'intervento di entrambi gli autori via skype da Lisbona, si prepara il prossimo, il 14 novembre.
 
Si propone la lettura del libro di Carol Bensimon Pó de parede, che si può scaricare da qui: http://tinyurl.com/kxjmrsr


mercoledì 18 ottobre 2017

FEDERICO ANSELMI: Saudades de Lisboa

A recordação emocionada e emocionante de uma cidade amada, pelo nosso antigo aluno FEDERICO ANSELMI. Obrigado, Federico!


È pomeriggio...decido di sfruttare la sua luce unica per goderne in pieno il suo fascino e mi incammino da Praça dos Restauradores verso il Castello, passeggiando prima per Praça Dom Pedro VI, poi Praça da Figueira. 
Da lì prendo il tram 12 che mi porterà sulla vetta di Lisbona, passando per Martim Moniz. 
Dopo averla raggiunta, entro e mi affaccio dalla terrazza del Castello e rimango senza fiato: ho tutta la città ai miei piedi. 
Il vento mi porta le note del Fado che suona nell'Alfama, quindi incuriosito scendo giù per le sue vie, inebriato dal suono della chitarra portoghese che sta accompagnando la voce di una donna che canta la sua saudade. 
Il vento continua a soffiare forte, mi spinge tra gli azulejos e i panni stesi sui terrazzini fino a dirigermi in Praça do Comércio, la piazza più grande d'Europa, lì dove in passato si sviluppava l'economia della capitale portoghese. 
Inerme, mi godo il sole che tramonta sul fiume Tago, assaporando quel senso di libertà che avevano i vecchi navigatori portoghesi quando partirono alle scoperte di nuove terre. 
Torno indietro, il sole è ormai sceso, passo sotto l'arco da Rua Augusta per immergermi nella Baixa, tra turisti e personaggi poco raccomandabili. 
Ricordo il gusto dei Pastéis de Nata, li ho già assaporati a Belém ma nel quartiere Chiado c'è un'antica Manteigaria che li cuoce in maniera divina, decido di andare lì. 
Lasciata la Baixa alle spalle mi dirigo verso Rua do Carmo. Mentre la percorro un vecchio carro parcheggiato a lato della strada diffonde dal suo impianto stereo la voce di Amália Rodrigues, la regina del Fado e dei cuori portoghesi. 
Svolto in Rua Garrett e mentre la percorro saluto prima Pessoa seduto nel suo caffè "A Brasileira", poi António Ribeiro, "o Chiado" in persona che mi guarda dall'alto. 
La Maintegaria è ancora aperta per fortuna, posso godermi questa prelibatezza alla cannella. 
La luna è salita nel cielo, è tempo di andare al Barrio Alto, dove ogni notte posso decidere che tipo di serata trascorrere.

Questa è Lisbona, questa è la mia Saudade.

FEDERICO ANSELMI

 

PISA: Nuovo Centro per la certificazione del Portoghese come Lingua straniera



È stato creato a Pisa, presso il Centro Linguistico dell'Università, un centro per la certificazione del Portoghese come Lingua straniera, organizzato dal CAPLE e gestito dalla Cátedra Antero de Quental.

  • Le iscrizioni sono già aperte, e termineranno il 6 novembre.
  • Le informazioni necessarie si tovano alla pagina:



Portugal é MÁTRIA: Ivana Bartolini



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Ivana Bartolini escolheu MARIA DE MEDEIROS.
Obrigado, Ivana!


No espaço duma intervista, Maria de Medeiros, atriz e cineasta pluripremiada internacionalmente, disse que "aconteceu tudo por acaso" porque ela queria de ser  uma pintora.

Maria de Medeiros nasceu no dia 19 de agosto de 1965 em Lisboa, Portugal.

Passou a sua infância entre a Áustria e Portugal. Fala várias línguas e trabalha para o cinema. Aos 15 anos, estreou no filme "Silvestre", de 1981, de João César Monteiro.

Em 1984, Maria de Medeiros prosseguiu seu treino na França, na Escola Nacional de Artes e Técnicas do Teatro e depois no Conservatório de Paris. 

Foi em 1994 que Maria de Medeiros, sob a direção de Quentin Tarantino, partecipa em seu filme "Pulp Fiction". Ela é sobretudo conhecida por este filme, que se tornará de culto.

No entanto, não abandonou o cinema de suas raízes e continuou, em muitos filmes de grandes cineastas portugueses e de muitas outras nacionalidades, como o realizador Abel Ferrara, no filme  Pasolini - que fala do ultimo dia de Pier Paolo Pasolini e onde interpreta a amiga dele Laura Betti.

Foi premiada com numerosos prémios.

Em 1999, Maria de Medeiros dirigiu o filme "Capitães de Abril", que trata da Revolução dos Cravos, na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, em Portugal.

O filme, oficialmente selecionado no Festival de Cannes 2000, é vencedor do Grande Prémio do Festival Internacional de Cinema de São Paulo, o Globo de Ouro Prémio de Melhor filme em Portugal e vários prémios públicos na França.

Na vida privada, Maria De Medeiros é casada com Agustí Camps, de quem tem duas filhas: Júlia nasceu em 1997 e Leonor nasceu em 2003. O casal encontrou-se durante a rodagem de Capitães de Abril, quando Agustí Camps era o líder da decoração. 

IVANA BARTOLINI

Portugal é MÁTRIA: Massimo Iacomini



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Massimo Iacomini escolheu ROSA MOTA.
Obrigado, Massimo!



Acho que é normal identificar o desporto português com o jogo do futebol e os futebolistas mais célebres, como Eusébio da Silva Ferreira (Eusébio), Rui Manuel César Costa (Rui Costa), Luís Filipe Madeira Caeiro Figo (Figo), ontem, e Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro (Cristiano Ronaldo), Luís Carlos Almeida da Cunha (Nani) hoje.

Os apaixonados de ciclismo lembram os velhos e novos ciclistas como Joaquim Agostinho e Rui Alberto Faria da Costa, campeão do mundo no ano 2013 em Florança.

Mas os portugueses e todos apaixonados de atletismo lembram com afeto uma pequena portuguesa que ganhou uma medalha de ouro olímpica e outras importantes vitórias na competição mais absorvente: a maratona.

Ela chama-se María Correia dos Santos Mota, Rosa Mota, e nasceu no Porto no dia 29 de junho do ano 1958 e começou a correr quando ainda frequentava o liceu.

No ano 1980 Rosa teve un problema de saúde relativo à asma, mas depois, em 1981, Rosa recomeçou a partecipar as competições.
 
O palmarès dela é muito rico de medalhas:
Jogos Olímpicos
1984 - Los Angeles - Maratona (Medalha de bronze)
1988 - Seoul - Maratona (Medalha de ouro e seu recorde pessoal)
Campeonatos do Mundo
1987 - Roma - Maratona (Medalha de ouro)
Campeonatos da Europa
1982 - Atenas - Maratona (Medalha de ouro)
1986 - Estugarda - Maratona (Medalha de ouro)
1990 - Split - Maratona (Medalha de ouro)

Rosa abandonou as competições em 1991, porque sofria de ciática.

No ano de 2001 promoveu a maior corrida feminina em Portugal, para arrecadar fundos para combater o cancro da mama. 

Os portugueses chamam-na Rosinha, ela é muito popular e foi distinguida com ordens honoríficas em Portugal.

Também no Brasil, Rosa Mota é muito popular, porque é a maior vencedora feminina de todos os tempos da mais famosa corrida de rua do país, a Corrida de São Silvestre, disputada nas ruas de São Paulo, anualmente, no último dia de cada ano. Rosa venceu a prova por seis vezes.

 MASSIMO IACOMINI