giovedì 19 ottobre 2017

14 novembre - prossimo incontro del GREUPPO DI LETTURA IN PORTOGHESE



Ripresi gli incontri di lettura in lingua portoghese organizzati da Vincenzo Barca e da Daniele alla Casa delle Traduzioni il 17 ottobre con la discussione su i due libri letti dal gruppo durante l’estate - O da Joana di Valério Romão e Tudo são histórias de amor  di Dulce M. Cardoso - con l'intervento di entrambi gli autori via skype da Lisbona, si prepara il prossimo, il 14 novembre.
 
Si propone la lettura del libro di Carol Bensimon Pó de parede, che si può scaricare da qui: http://tinyurl.com/kxjmrsr


mercoledì 18 ottobre 2017

FEDERICO ANSELMI: Saudades de Lisboa

A recordação emocionada e emocionante de uma cidade amada, pelo nosso antigo aluno FEDERICO ANSELMI. Obrigado, Federico!


È pomeriggio...decido di sfruttare la sua luce unica per goderne in pieno il suo fascino e mi incammino da Praça dos Restauradores verso il Castello, passeggiando prima per Praça Dom Pedro VI, poi Praça da Figueira. 
Da lì prendo il tram 12 che mi porterà sulla vetta di Lisbona, passando per Martim Moniz. 
Dopo averla raggiunta, entro e mi affaccio dalla terrazza del Castello e rimango senza fiato: ho tutta la città ai miei piedi. 
Il vento mi porta le note del Fado che suona nell'Alfama, quindi incuriosito scendo giù per le sue vie, inebriato dal suono della chitarra portoghese che sta accompagnando la voce di una donna che canta la sua saudade. 
Il vento continua a soffiare forte, mi spinge tra gli azulejos e i panni stesi sui terrazzini fino a dirigermi in Praça do Comércio, la piazza più grande d'Europa, lì dove in passato si sviluppava l'economia della capitale portoghese. 
Inerme, mi godo il sole che tramonta sul fiume Tago, assaporando quel senso di libertà che avevano i vecchi navigatori portoghesi quando partirono alle scoperte di nuove terre. 
Torno indietro, il sole è ormai sceso, passo sotto l'arco da Rua Augusta per immergermi nella Baixa, tra turisti e personaggi poco raccomandabili. 
Ricordo il gusto dei Pastéis de Nata, li ho già assaporati a Belém ma nel quartiere Chiado c'è un'antica Manteigaria che li cuoce in maniera divina, decido di andare lì. 
Lasciata la Baixa alle spalle mi dirigo verso Rua do Carmo. Mentre la percorro un vecchio carro parcheggiato a lato della strada diffonde dal suo impianto stereo la voce di Amália Rodrigues, la regina del Fado e dei cuori portoghesi. 
Svolto in Rua Garrett e mentre la percorro saluto prima Pessoa seduto nel suo caffè "A Brasileira", poi António Ribeiro, "o Chiado" in persona che mi guarda dall'alto. 
La Maintegaria è ancora aperta per fortuna, posso godermi questa prelibatezza alla cannella. 
La luna è salita nel cielo, è tempo di andare al Barrio Alto, dove ogni notte posso decidere che tipo di serata trascorrere.

Questa è Lisbona, questa è la mia Saudade.

FEDERICO ANSELMI

 

PISA: Nuovo Centro per la certificazione del Portoghese come Lingua straniera



È stato creato a Pisa, presso il Centro Linguistico dell'Università, un centro per la certificazione del Portoghese come Lingua straniera, organizzato dal CAPLE e gestito dalla Cátedra Antero de Quental.

  • Le iscrizioni sono già aperte, e termineranno il 6 novembre.
  • Le informazioni necessarie si tovano alla pagina:



Portugal é MÁTRIA: Ivana Bartolini



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Ivana Bartolini escolheu MARIA DE MEDEIROS.
Obrigado, Ivana!


No espaço duma intervista, Maria de Medeiros, atriz e cineasta pluripremiada internacionalmente, disse que "aconteceu tudo por acaso" porque ela queria de ser  uma pintora.

Maria de Medeiros nasceu no dia 19 de agosto de 1965 em Lisboa, Portugal.

Passou a sua infância entre a Áustria e Portugal. Fala várias línguas e trabalha para o cinema. Aos 15 anos, estreou no filme "Silvestre", de 1981, de João César Monteiro.

Em 1984, Maria de Medeiros prosseguiu seu treino na França, na Escola Nacional de Artes e Técnicas do Teatro e depois no Conservatório de Paris. 

Foi em 1994 que Maria de Medeiros, sob a direção de Quentin Tarantino, partecipa em seu filme "Pulp Fiction". Ela é sobretudo conhecida por este filme, que se tornará de culto.

No entanto, não abandonou o cinema de suas raízes e continuou, em muitos filmes de grandes cineastas portugueses e de muitas outras nacionalidades, como o realizador Abel Ferrara, no filme  Pasolini - que fala do ultimo dia de Pier Paolo Pasolini e onde interpreta a amiga dele Laura Betti.

Foi premiada com numerosos prémios.

Em 1999, Maria de Medeiros dirigiu o filme "Capitães de Abril", que trata da Revolução dos Cravos, na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, em Portugal.

O filme, oficialmente selecionado no Festival de Cannes 2000, é vencedor do Grande Prémio do Festival Internacional de Cinema de São Paulo, o Globo de Ouro Prémio de Melhor filme em Portugal e vários prémios públicos na França.

Na vida privada, Maria De Medeiros é casada com Agustí Camps, de quem tem duas filhas: Júlia nasceu em 1997 e Leonor nasceu em 2003. O casal encontrou-se durante a rodagem de Capitães de Abril, quando Agustí Camps era o líder da decoração. 

IVANA BARTOLINI

Portugal é MÁTRIA: Massimo Iacomini



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Massimo Iacomini escolheu ROSA MOTA.
Obrigado, Massimo!



Acho que é normal identificar o desporto português com o jogo do futebol e os futebolistas mais célebres, como Eusébio da Silva Ferreira (Eusébio), Rui Manuel César Costa (Rui Costa), Luís Filipe Madeira Caeiro Figo (Figo), ontem, e Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro (Cristiano Ronaldo), Luís Carlos Almeida da Cunha (Nani) hoje.

Os apaixonados de ciclismo lembram os velhos e novos ciclistas como Joaquim Agostinho e Rui Alberto Faria da Costa, campeão do mundo no ano 2013 em Florança.

Mas os portugueses e todos apaixonados de atletismo lembram com afeto uma pequena portuguesa que ganhou uma medalha de ouro olímpica e outras importantes vitórias na competição mais absorvente: a maratona.

Ela chama-se María Correia dos Santos Mota, Rosa Mota, e nasceu no Porto no dia 29 de junho do ano 1958 e começou a correr quando ainda frequentava o liceu.

No ano 1980 Rosa teve un problema de saúde relativo à asma, mas depois, em 1981, Rosa recomeçou a partecipar as competições.
 
O palmarès dela é muito rico de medalhas:
Jogos Olímpicos
1984 - Los Angeles - Maratona (Medalha de bronze)
1988 - Seoul - Maratona (Medalha de ouro e seu recorde pessoal)
Campeonatos do Mundo
1987 - Roma - Maratona (Medalha de ouro)
Campeonatos da Europa
1982 - Atenas - Maratona (Medalha de ouro)
1986 - Estugarda - Maratona (Medalha de ouro)
1990 - Split - Maratona (Medalha de ouro)

Rosa abandonou as competições em 1991, porque sofria de ciática.

No ano de 2001 promoveu a maior corrida feminina em Portugal, para arrecadar fundos para combater o cancro da mama. 

Os portugueses chamam-na Rosinha, ela é muito popular e foi distinguida com ordens honoríficas em Portugal.

Também no Brasil, Rosa Mota é muito popular, porque é a maior vencedora feminina de todos os tempos da mais famosa corrida de rua do país, a Corrida de São Silvestre, disputada nas ruas de São Paulo, anualmente, no último dia de cada ano. Rosa venceu a prova por seis vezes.

 MASSIMO IACOMINI

Portugal é MÁTRIA: Giovanna Niro



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Giovanna Niro escolheu ANTÓNIA ADELAIDE FERREIRA, a conhecida FERREIRINHA.
Obrigado, Giovanna!



Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), mais conhecida por “Ferreirinha”, foi uma empresária portuguesa. Ela foi conhecida por se dedicar à cultura e à propagação do vinho do Porto no mundo. 

A Ferreirinha nasceu numa família que possuía muito dinheiro e muitas vinhas, então ela já estava na atividade de produzir vinho. Ela foi uma mulher muito generosa e pelo resto da sua vida preocupou-se com os direitos dos trabalhadores que trabalhavam nas suas vinhas e com as famílias deles. 

Apoiada pelo administrador das vinhas, José da Silva Torres (que será também o seu segundo marido) a Ferreirinha lutou contra a falta de apoio do governo português que, naquela época, estava mais interessado em construir estradas e importar vinhos espanhóis. 

Deslocou-se à Inglaterra, onde ficou por 3 anos, por duas razões: a primeira foi pesquisar informações e meios de eficazes de combater o pior inimigo das vinhas, a filoxera, e em segundo lugar para aprender também as tecnologias mais sofisticadas de produção de vinho. 

A Ferreirinha introduziu muitas inovações neste âmbito, por exemplo a colocação das plantações em áreas que não eram até aí utilizadas para o cultivo, como as áreas mais expostas a radiações solares. Ela dedicou-se também ao cultivo de outras plantações, como as de oliveiras, amendoeiras e cereais, sem abandonar as plantações tradicionais. 

A sua propriedade mais conhecida chamava-se Quinta do Vesúvio. Em 1849, a produção do vinho cresceu muito e a Ferreirinha foi responsável, graças aos bons acordos celebrados durante as suas viagens, pela exportação do Porto na Inglaterra, ainda hoje o maior importador. 

A reputação da Ferreirinha deve-se a duas razões: à sua grande capacidade como empresária e à sua personalidade forte e determinada. Portanto, ainda hoje é considerada a maior empresária da historia portuguesa e, na minha opinião, pode ser um ótimo exemplo para todas as mulheres do mundo.

 GIOVANNA NIRO

venerdì 13 ottobre 2017

Portugal é MÁTRIA: Nicoletta Del Gaudio



Pedimos aos nossos alunos de nível avançado do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre algumas mulheres notáveis da cultura portuguesa. Nicoletta Del Gaudio escolheu OLGA RORIZ.
Obrigado, Nicoletta!



É uma coreógrafa e bailarina portuguesa.  Nasceu em Viana do Castelo em 1955.  Foi para Lisboa e ali estudou dança na Escola do Teatro Nacional de São Carlos com Ana Ivanova.  Completou o curso da Escola de Dança do Conservatório Nacional quando tinha 18 anos.  Desde 1976 fez parte do Ballet Gulbenkian, até 1992. 
Iniciou como coreógrafa nesta companhia, criou mais de 20 obras que foram reconhecidas a nível nacional e internacional.  Apresentou os seus trabalhos em Nova Iorque, Egipto, Brasil e foram também gravados pela RTP.  Trabalhou também com grupos como a Companhia Nacional de Bailado, esta é a única companhia estatal em Portugal com programação de dança e fica em Lisboa. 
Olga Roriz criou cinco espetáculos apresentados em diferentes festivais (como o Eurodance).   Trabalhou em ópera e teatro com diferentes encenadores como João Lourenço e Silvio Porcaretti.  Ela foi também diretora artística da Companhia de Dança de Lisboa (1992 – 1994).  Em 1995 fundou a Companhia Olga Roriz.
Esta é só uma pequena biografia.  Mas eu vi algumas das suas representações na net; basicamente é uma bailarina de arte contemporânea, dança moderna.  Não conheço muito desta arte, mas aquilo que eu vi é que ela dá muita importância à expressividade do rosto e aos movimentos dos braços e das mãos. 
Gostei também do uso inconvencional que ela faz do chão.  Não é um chão livre dos objectos, como é lógico que seja para bailar, mas nos videos que eu vi usava areia, ou utensílios da mesa (vi um vídeo onde ela deita no chão garfos e facas).   Desta forma imagino que alcançasse o público não só com a vista, mas também com o ouvido, de facto ela utiliza dançando não só tudo o seu corpo, mas a música, as luzes, tudo o que possa exprimir emoções, sentimentos, paixões. 
Li algumas entrevistas e gostei em particular duma coisa que ela disse, para ela a grafia do corpo é criada para se transformar em ideias, emoções e sentimentos.
Aquilo que eu percebi desta artista é que ela crê que a dança tem que exprimir e transmitir ao público qualquer coisa, não como acontece hoje em dia muitas vezes em que, nas suas palavras, “Na dança contemporânea há muitas danças que têm pouco diálogo com o público a nível musical, visual do que que diz, faz”.

NICOLETTA DEL GAUDIO